" Prezado Feliciano,no mundial,Portugal perdeu ontem com Espanha.Estou a torcer "muito" pelo Brasil. Em Portugal,vivem muitos Brasileiros, gosto muito deles e gosto muito de falar com eles. Tudo por causa de si Feliciano. Por ser a pessoa excepcional que é,o Brasil e os Brasileiros são uma referencia maravilhosa para mim.Muitas felicidades e força ai na luta em prol dos animais. "
Edite Mineiro | 30/6/2010 12:36:45

" Deus realmente é maravilhoso! Imaginei um ser humano íntegro, amante dos animais e da natureza, crente no Senhor e de uma simpatia inigualável e Deus ja havia criado essa pessoa há 52 anos! Obrigada meu Deus! esse ser humano, imagem e semelhança do Senhor se chama Feliciano Filho! "
Edna Neri | 21/6/2010 23:28:42
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Feliciano Filho: histórias de luta pela proteção aos animais!

Feliciano Filho tem 52 anos, é economista, vereador mais votado em Campinas nas eleições de 2004 e eleito deputado estadual, em 2006, com 43.643 votos, fundador  da União Protetora de Animais - UPA. Embora a entidade tenha sido fundada em abril de 2001, Feliciano desenvolvia atividades pontuais em prol dos animais.”Protetor nasce e morre protetor, sempre defendendo aqueles que não possuem voz, nem a quem recorrer”, comenta. Desde criança, quando ia para a fazenda de seus pais, não permitia que os colonos matassem porcos e galinhas.

Como nasceu a União Protetora dos Animais de Campinas, que hoje é referência nacional, pois atua em todos os segmentos da proteção animal: adoção, identificação, castração, conscientização, resgates, atendimentos a denúncias de maus tratos, etc.

No dia 17 de abril de 2001, a cachorra Aila, que pertencia a Feliciano Filho, desapareceu de sua casa. Na busca pela fujona, Feliciano foi ao Centro de Controle de Zoonoses de Campinas, onde se deparou com sua missão na terra. Quando chegou ao órgão, havia, aproximadamente, 150 animais que estavam se matando e se comendo (canibalismo), existia uma câmara de gás e uma parte era enviada para as universidades, onde serviam de cobaias. “Aqueles cãezinhos empoleiravam nas grades com o olhar que me dizia:”Você é a nossa única esperança. Nos tire daqui!” Meu primeiro sentimento foi de impotência, pois queria salvá-los, mas o sistema municipal me impedia”, comenta Feliciano.

“De repente, chegou uma carrocinha com apenas um cachorrinho dentro. O funcionário o pegou com o cambão, e esse animalzinho, pendurado pelo pescoço, foi arremessado dentro do canil como um saco de lixo. O cachorrinho, com os olhos arregalados de pavor, olhava para esse funcionário, tremia e chorava muito, se posicionou no cantinho da parede no fundo do canil, como se quisesse entrar dentro da parede, com muito medo e horror pela forma como foi capturado na rua e arremessado dentro do canil.  Naquele momento, aquele sentimento de impotência se transformou num sentimento de revolta tão grande que me posicionei na frente daqueles animais, olhei nos olhos deles, e prometi que daquele segundo em diante dedicaria o resto de minha vida a eles, e, com a ajuda de Deus, tenho conseguido cumprir essa promessa”, explica Feliciano Filho.
No dia 17 de abril de 2008, exatamente sete anos depois, o governador José Serra sancionou a Lei 12.916, que acabou com a matança indiscriminada de cães e gatos nos Centros de Controle de Zoonoses, Canis Públicos e Congêneres do estado de São Paulo.

Após ter feito sua promessa de vida, e muito revoltado com o que tinha visto, nos mesmo instante, Feliciano entrou em severas e duras negociações com o CCZ e a secretaria de saúde de Campinas, colocando como questão sine qua non que queria resolver a questão daqueles animais, pois só tinha uma maneira de não resolver isso: se o matassem.
Ainda no local, Feliciano recebeu um telefonema da secretaria de saúde perguntando o que ele queria para fazer um acordo. Feliciano, só queria três coisas:

  1. Lacrar a câmara de gás;
  2. Que o CCZ não enviasse mais os animais para as universidades;
  3. Apresentar pauta de reivindicações para mudar o paradigma daquele órgão.

“Que crime cometeram esses animais para sofrerem tanto? São vítimas da sociedade” – indaga Feliciano.
O acordo foi fechado. No dia seguinte, 18 de abril de 2001, às 17 horas, Feliciano Filho lacrou a câmara de gás de Campinas. Depois disso, deu início às feiras de adoção, fundou a UPA, que já realizou mais de 1.100 feiras de adoção, onde mais de 11.000 animais que estavam no corredor da morte receberam uma nova oportunidade de trocar carinho, atenção e respeito em uma nova família.

Enquanto ativista, os procedimentos cruéis, como matar animais a pauladas, choque elétrico, câmara de gás, etc com muita luta foram modificados em dezesseis municípios.
Feliciano repudiava políticos, pois vivia lutando com secretários de saúde e prefeitos.  Com o passar do tempo, Feliciano percebeu que as atividades efetivas eram importantes, mas precisavam de fundamento legal, ou seja, era preciso a criação de leis específicas para defender os animais, oportunidade em que se candidatou a vereador em Campinas. Foi o mais votado na cidade naquela eleição.

Em apenas dois anos de mandato, se tornou o recordista mundial em leis e iniciativas pela causa dos animais, ou seja, fez todas as leis possíveis e cabíveis dentro da causa. Em 2007 tomou posse como deputado estadual e conseguiu mais um fato histórico: em pouco mais de um ano de mandato conseguiu que o projeto de lei que acaba com a matança indiscriminada de cães e gatos fosse aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e, em seguida, se transformasse na lei 12.916/08, sancionada pelo governador José Serra no 17/04/2008, exatamente 07 anos depois da promessa de vida feita por Feliciano Filho.

Entre 2007 e março de 2009, Feliciano Filho foi o presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, onde muitos pareceres a proposituras foram apreciados, inclusive o primeiro Projeto de Lei de caráter terminativo da Casa. Além disso, nesse período foi alcançado um marco importante: 98% das reuniões convocadas obtiveram quorum para deliberação das iniciativas. Várias autoridades do Estado compareceram ao órgão técnico para explanar sobre os projetos do executivo e prestar contas sobre o trabalho que desenvolvem. Em 15 de março de 2009, foi eleito o terceiro secretário da ALESP, cargo que ocupará até o final do atual mandato de deputado.

Feliciano Filho tem palestrado sobre proteção animal em muitas cidades do estado de São Paulo. Além das atividades de protetor de animais e as atribuições de deputado estadual, Feliciano é o presidente do Conselho da Bacia 10 e da executiva municipal do Partido Verde em Campinas.
Incansável em seu trabalho pelos animais, paralelamente ao trabalho parlamentar, Feliciano Filho desenvolveu um método de identificação animal eficaz: visual tríplice, ou seja, não depende de aparato tecnológico específico e não está sujeito as reservas de mercado como os que existiam anteriormente com a chipagem dos animais. Apresenta o programa de televisão “Planeta Bicho”, atração semanal veiculada pela TVB – SBT para a macro região de Campinas e litoral paulista, que alcança ótima audiência e apresenta matérias de proteção e resgates de animais feitos pelo deputado-apresentador. 

Feliciano realiza semanalmente vários resgates de animais vítimas de atropelamento, maus tratos, ou seja, animais em sofrimento.

 

Programa Planeta BichoUPA - União Protetora dos Animais