Matar animais não acaba com a Leishmaniose!

Feliciano junto aos palestrantes do Seminário

Feliciano junto aos palestrantes do Seminário

O deputado estadual Feliciano Filho (PV-Campinas) promoveu na última sexta-feira, 18 de junho, o maior seminário sobre Leishmaniose do Brasil. Realizado no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo, o evento reuniu os maiores especialistas do país para debater o assunto.

Vítor Márcio Ribeiro, que é médico veterinário e professor da PUC-MG, palestrou sobre os aspectos éticos e técnicos da Leishmaniose Visceral Canina e traçou parâmetros de como a doença é tratada no Brasil e no mundo.

Marcio Antoninio Moreira é o responsável pelo laboratório do hospital veterinário da Universidade Anhembi Morumbi e esclareceu as formas de controle e prevenção da Leishmaniose.

Como tudo o que não é de conhecimento da população, a Leishmaniose também é alvo de algumas informações desencontradas e veiculadas por pessoas que não conhecem o assunto. Mestre em Imunologia das Leishmanioses pela USP/SP, André Luís Soares da Fonseca, médico veterinário e advogado, esclareceu as verdades sobre a doença e tranqüilizou os participantes quantos aos mitos criados, principalmente através da internet.

O veterinário Fábio Nogueira esclareceu sobre as manifestações clínicas e como funciona o ciclo epidemiológico da Leishmaniose.

Muito se engana quem pensa que a Leishmaniose é motivo de discussão apenas no campo da medicina veterinária ou da biologia. No campo jurídico a enfermidade também provoca boas discussões. O advogado Sérgio Cruz, membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/MG, explanou sobre um caso em que Belo Horizonte foi obrigada a pagar uma indenização de R$ 40 mil por ter matado o animal de um munícipe.

Doutorado em saúde Pública Tropical pela Harward University, em 1997, o epidemiologista Carlos Henrique Nery Costa esclareceu que apenas no Brasil os animais portadores de Leishmaniose são exterminados. “Infelizmente o Brasil é o único país do mundo que não segue as normas internacionais no combate e tratamento da Leishmaniose e para nenhuma endemia. Apenas para o tratamento de HIV seguimos o que é preconizado mundialmente. Matar os animais não resolve a problemática da Leishmaniose”, explica o especialista.

“Cansado de assistir a incompetência dos governos, resolvi ir além das minhas prerrogativas, que é a de fiscalizar. Por isso, resolvi promover esse seminário sobre Leishmaniose para trazer toda a verdade a tona”, conclui o parlamentar paulista.

3 Comentários para “Matar animais não acaba com a Leishmaniose!”

  1. Vivi Vieri Disse:

    Deputado, parabéns mais uma vez pela sua iniciativa e pelos seus assessores, que tornaram este evento um sucesso.Os palestrantes foram excelentes em suas explanações e tenho certeza que todos saíram bem informados e satisfeitos. Foi um dia muito rico e muito proveitoso.
    abs
    Vivi Vieri

  2. Maria José Ferreira Disse:

    Parabéns Deputado Feliciano,pois sua iniciativa foi esclarecedora,onde os palestrantes deram um show de sabedoria sobre esse tema tão polêmico e difícil! Foram mais de 10 horas de ensinamentos,esclarecimentos e posições firmes . Agradeço por ter participado desse Seminário maravilhoso. Abraços. Zezé-A que ama demais os ANIMAIS!

  3. GEOVANIA BRAGA Disse:

    Prezado Deputado Feliciano,
    Parabéns pela iniciativa, infelizmente não pude me deslocar para este excelente evento, pois resido no estado do Maranhão, no município de Imperatriz, que inclusive é considerado no Nordeste uma das maiores áreas endêmicas da Leishmaniose.
    Sou Doutorada em Doenças Parasitárias com a linha de Pesquisa em Leishmaniose na região Sudoeste do estado do Maranhão e Professora da Universidade Estadual do Maranhão, mas conheço a equipe super qualificada que participou deste Seminário.
    Atenciosamente
    Profa Adjunta Geovania M. S. Braga

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